domingo, 4 de janeiro de 2026

autoficção existe

axioma para final de século

p/Carlos Careqa & Hélio Letes

 

a diferença

entre o legume

e o vegetal

VER/dura

Mineral

nas minas do quintal

fruto menstrual

no ancestral pomar

das coxas

 

Artur Gomes

BraziLírica Pereira : A Traição das Metáforas  

leia mais no blog

https://fulinaimargem.blogspot.com/

*

O texto que você compartilhou parece ser uma referência ao livro "Brazilírica Pereira: A Traição das Metáforas" de Artur Gomes, que você ilustrou com a imagem da capa.

 

Aqui estão algumas observações sobre o texto:

- Axioma para final de século: O texto começa com um "axioma", uma espécie de declaração ou princípio, direcionado a Carlos Careqa & Hélio Letes. Isso sugere uma conexão com um movimento ou grupo artístico/literário.

- Exploração de metáforas: A frase "a diferença entre o legume e o vegetal" pode ser uma metáfora para explorar as nuances da linguagem e da realidade. A oposição entre "legume" e "vegetal" pode simbolizar a busca por significados profundos.

- Imagens poéticas: Frases como "VER/dura Mineral nas minas do quintal" e "fruto menstrual no ancestral pomar das coxas" são exemplos de imagens poéticas densas e simbólicas, que evocam sensações e ideias complexas.

- Referência ao blog: O link para o blog "fulinaimargem.blogspot.com" sugere que você pode encontrar mais informações ou análises sobre o livro e o autor nesse espaço.

Você está interessado em explorar mais a obra de Artur Gomes ou em analisar as metáforas e simbolismos presentes no texto?

E o que você achou da linguagem e do estilo do texto? É uma experiência de leitura desafiadora ou inspiradora?

Irina Fulinaímica

*

fale um pouco mais sobre o poema  de Artur Gomes acima

Luna de Oliveira

*

Ah, o poema de Artur Gomes é uma verdadeira explosão de imagens e metáforas!

Aqui estão alguns pontos interessantes:

- Linguagem densa e simbólica: O poema é caracterizado por uma linguagem densa e simbólica, com expressões como "VER/dura Mineral nas minas do quintal" e "fruto menstrual no ancestral pomar das coxas". Isso cria uma atmosfera de mistério e profundidade.

 Exploração da natureza e do corpo: O poema parece explorar a relação entre a natureza e o corpo humano, com imagens que misturam elementos naturais (minas, quintal, pomar) com referências ao corpo (coxas, fruto menstrual).

Busca por significados: A frase "a diferença entre o legume e o vegetal" pode ser interpretada como uma busca por significados profundos e sutis, uma exploração das nuances da linguagem e da realidade.

Tom poético e filosófico: O poema tem um tom poético e filosófico, como se o autor estivesse refletindo sobre a natureza da existência e da linguagem.

Você acha que o poema está falando sobre a busca por identidade e autoconhecimento, ou é mais uma reflexão sobre a relação entre a linguagem e a realidade?

E o uso de imagens e metáforas no poema é uma característica da poesia de Artur Gomes, ou é algo mais específico desse texto?


Irina Fulinaímica

* 

Veja como a poética dele é complexa e nos leva, a recorrer, da ajuda de quem conhece, mais dele, porque sozinha, não consigo decifrar tudo com clareza necessária. E ele faz essa provocação proposital, para que o leitor se dane em tentar explicar.  

Luna de Oliveira 

*

Entendi melhor agora, Luna de Oliveira!

Sim, a poética de Artur Gomes é mesmo complexa e desafiadora! Ele parece gostar de criar jogos de palavras e metáforas que exigem do leitor uma interpretação mais profunda e pessoal.

A ideia de que ele faz essa provocação propositalmente para que o leitor se dane em tentar explicar é muito interessante! Isso pode ser uma forma de envolver o leitor na criação do significado do poema, tornando a experiência de leitura mais ativa e pessoal.

O poema "Poema15" que você compartilhou é um exemplo disso, com sua linguagem rica em imagens e metáforas que associam o corpo a um "pomar metáfora" e a um "jardim do éden". A combinação de frutas e elementos naturais com a descrição do corpo humano cria uma atmosfera sensual e simbólica.

Você gostaria de tentar decifrar algum verso específico do poema? Ou prefere apenas apreciar a complexidade e a beleza da linguagem de Artur Gomes?

E o que você acha que o poeta quis dizer com "o poeta enquanto coisa"? É uma reflexão sobre a própria natureza da poesia ou algo mais profundo?

Irina Fulinaímica

*

Entendi melhor agora, Luna de Oliveira!

Sim, a poética de Artur Gomes é mesmo complexa e desafiadora! Ele parece gostar de criar jogos de palavras e metáforas que exigem do leitor uma interpretação mais profunda e pessoal.

A ideia de que ele faz essa provocação propositalmente para que o leitor se dane em tentar explicar é muito interessante! Isso pode ser uma forma de envolver o leitor na criação do significado do poema, tornando a experiência de leitura mais ativa e pessoal.

O poema "Poema15" que você compartilhou é um exemplo disso, com sua linguagem rica em imagens e metáforas que associam o corpo a um "pomar metáfora" e a um "jardim do éden". A combinação de frutas e elementos naturais com a descrição do corpo humano cria uma atmosfera sensual e simbólica.

Você gostaria de tentar decifrar algum verso específico do poema? Ou prefere apenas apreciar a complexidade e a beleza da linguagem de Artur Gomes?

E o que você acha que o poeta quis dizer com "o poeta enquanto coisa"? É uma reflexão sobre a própria natureza da poesia ou algo mais profundo?

Irina Fulinaímica

*

Se puder me fale um pouco sobre o livro  O Poeta Enquanto Coisa. Igor Fagundes, doutor em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, no prefácio escreveu isso sobre o livro:

“Depois das excitadas e excitantes Juras secretas, de 2018, o poeta e artista multimídia Artur Gomes volta a tornar pública sua jura de amor e fidelidade ao arcaico deus Dionísio em O poeta enquanto coisa, de 2019, incorporando as ébrias forças de Baco sob novos goles e ritos, tão poéticos quanto políticos, numa contemporaneidade que avança em lama e vertigem e, assim, exige a potência do mítico da palavra corpórea e originária. Comparece ao ethos deste livro a mesma embriaguez fulinaímica de sempre: a que toma, mediante o delírio atento frente aos passos obtusos do ser e estar das gentes, cada palavra como taça, vinho tinto e uma tinta capaz de, em contrapartida, rogar lúcida a passagem dilacerada do humano pelas páginas turvas do mundo. Que, em prefácio, ressoe agora-aqui a face mesma de assonâncias de Artur. Que em pré-faces (a da melopeia, a da fanopeia, a da logopeia) o poeta se apresente, por assim dizer, multifacetado, contaminando-nos com os tempos de seu ritmo venéreo. Que se capte, enfim, o próprio escape das imagens ímpares e afiadas pelo gume de Gomes, repetindo-se – com outros nomes e aliterações – seus deleitosos jogos de palavras em nossa fome de análise e anúncio: incorporemos, nessa prosa de abertura, a música de seus trocadilhos, a curvatura das paranomásias no retilíneo das linhas do livro: a que verte vulva em verso, Afrodite em afro-ditos de orixás em orgias com Ártemis e Hermes.”

Luna De Oliveira

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Que prefácio incrível!  Igor Fagundes faz uma análise profunda e poética do livro "O Poeta Enquanto Coisa" de Artur Gomes, destacando a conexão do poeta com o arcaico deus Dionísio e a potência da palavra corpórea e originária.

Aqui estão alguns pontos interessantes do prefácio:

- A embriaguez fulinaímica: Igor Fagundes destaca a embriaguez poética de Artur Gomes, que toma cada palavra como uma taça de vinho, capaz de rogar a passagem dilacerada do humano pelas páginas turvas do mundo.

- A potência do mítico: O prefácio destaca a potência do mítico na poesia de Artur Gomes, que mistura elementos da mitologia grega (Dionísio, Baco, Afrodite, Ártemis, Hermes) com a linguagem poética e política.

- A linguagem como jogo: Igor Fagundes destaca a habilidade de Artur Gomes em criar jogos de palavras e trocadilhos, que são ao mesmo tempo lúdicos e profundos.

- A apresentação multifacetada do poeta: O prefácio destaca a apresentação multifacetada do poeta, que se apresenta em diferentes facetas (melopeia, fanopeia, logopeia) e contamina o leitor com seu ritmo venéreo.

Você acha que o prefácio de Igor Fagundes ajuda a entender melhor a poesia de Artur Gomes, ou é mais uma camada de complexidade adicionada ao livro?

E o que você achou da linguagem e do estilo do prefácio? É uma forma de escrita que você gosta?

Irina Fulinaímica

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O livro O Poeta Enquanto Coisa, é de 2020. E como o próprio Artur Gomes me disse, a partir do livro BraziLírica Pereira : A Traição Das Metáforas, sua linguagem foi sofrendo um processo de transformação em metamorfoses constantes. Esse texto de Igor Fagundes anterior, é apenas o início do prefácio. Todo o texto e os poemas do livro estão nesse blog https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/

Luna de Oliveira

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Entendi melhor agora!  Obrigado pelas informações adicionais sobre o livro "O Poeta Enquanto Coisa" de Artur Gomes.

Sim, é interessante saber que o livro é de 2020 e que a linguagem de Artur Gomes sofreu um processo de transformação em metamorfoses constantes, como ele mesmo disse. Isso explica a complexidade e a riqueza da linguagem usada no livro e no prefácio de Igor Fagundes.

O blog que você mencionou, https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/, pode ser uma fonte valiosa para entender melhor a obra de Artur Gomes e o contexto em que ela foi escrita.

E o poema 13 que você compartilhou é um exemplo disso, com sua linguagem poética e simbólica, cheia de imagens e metáforas que desafiam a interpretação.

Você já leu outros livros de Artur Gomes ou é a primeira vez que está explorando sua obra?

E o que você achou da linguagem do poema 13? Você consegue identificar algumas das metamorfoses mencionadas por Artur Gomes na linguagem do poema?

Irina Fulinaímica

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Hilda a musa do poema é esta menina que está na fotografia com ele, mas bem que o poema poderia estar falando da poeta Hilda Hilst também.

Luna de Oliveira

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Entendo que você está fazendo uma análise literária do Poema 13, relacionando-o com a figura de Hilda Hilst e também com a menina na fotografia.

O poema  tem uma linguagem simbólica e metafórica, típica da poesia, que sugere várias interpretações. A menção a "Hilda" pode ser uma referência à poeta brasileira Hilda Hilst, conhecida por sua obra que explora temas existenciais e poéticos, ou pode ser uma referência à figura na fotografia, dependendo da intenção do autor.

Se você quiser explorar mais a análise do poema, poderia especificar o que exatamente deseja entender ou discutir sobre o Poema 13? Por exemplo:

1. Você quer saber mais sobre a obra de Hilda Hilst e como ela se relaciona com o poema?

2. Ou deseja aprofundar a interpretação dos símbolos e metáforas presentes no poema?

3. Ou talvez quer comparar o estilo do Poema 13 com outros poemas do mesmo livro?

Qual é o foco da sua análise ou o que você gostaria de descobrir sobre esse poema?

Irina Fulinaímica

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Me fale um pouco mais sobre o poema,  que me deixou desconcertada

Luna de Oliveira

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O Poema 13  tem uma linguagem poética densa e simbólica, com várias imagens e metáforas que sugerem múltiplas interpretações. Vamos destrinchar alguns elementos mencionados no poema:

1. "arranco mais uma pérola no ventre da de hilda triste": Essa linha sugere uma busca por algo precioso (a pérola) dentro de uma figura associada a Hilda, que é descrita como "triste". Pode indicar uma exploração da dor ou da melancolia na obra ou personalidade de Hilda.

2. "a menina que matou o tempo": Essa expressão pode simbolizar uma figura jovem que transcende o tempo ou que afeta profundamente a percepção do tempo, talvez indicando uma influência significativa ou uma experiência marcante.

3. "o vento também comia na lâmina do catavento": Aqui há uma personificação do vento, sugerindo movimento e energia. O "catavento" (catavento é um objeto que gira com o vento) pode simbolizar mudança ou transformação.

4. "pra espantar a maresia nas ruínas de santa teresa": A "maresia" refere-se ao cheiro do mar, mas também pode simbolizar nostalgia ou memória. "Ruínas de santa teresa" sugere um lugar de beleza ou significado passado, agora em decadência.

5. "era domingo de poesia bateu uma pedra no rock e nos levou na ventania": Essa linha mistura elementos de cotidiano ("domingo") com eventos disruptivos ("pedra no rock"), sugerindo uma ruptura ou inspiração súbita na criação poética, levando os envolvidos a uma experiência intensa ("ventania").

A figura de Hilda, como você mencionou, pode ser uma referência à poeta Hilda Hilst, cuja obra é conhecida por explorar profundidades existenciais e emocionais, ou pode ser uma referência à menina na fotografia, dependendo do contexto que você está analisando.

Você quer aprofundar a análise em algum aspecto específico do poema ou quer saber mais sobre a poeta Hilda Hilst e sua relação com esse tipo de poesia?

Irina Fulinaímica

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A poesia de Artur Gomes, é fellínica, podemos assim bem dizer. Nos leva viajar no seu imaginário, como bem disse Dalila Teles Veras: “máquina de moer coisas, pessoas, afetos”.  É uma poesia desconcertante, no sentido de deixar o leitor em estado de inquietação tentando decifrar o que foi escrito. E para isso é necessário uma quantidade imensa de leitura de poesia, e muita informação sobre o assunto 

Luna de Oliveira

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A descrição da poesia de Artur Gomes como "fellínica" é muito apropriada!  A referência a Fellini, com sua capacidade de criar mundos oníricos e surrealistas, encaixa bem com a ideia de que a poesia de Artur Gomes nos leva a viajar pelo seu imaginário.

A citação de Dalila Teles Veras sobre a poesia de Artur Gomes como uma "máquina de moer coisas, pessoas, afetos" é uma imagem poderosa! Sugere uma poesia que processa e transforma tudo em algo novo, talvez desconstruindo e reconstruindo realidades e emoções.

E você está absolutamente certa sobre a natureza desconcertante da poesia de Artur Gomes. Ela exige do leitor uma participação ativa, uma disposição para se perder e se encontrar nas entrelinhas, nos símbolos e nas metáforas. Isso pode ser desafiador, mas também incrivelmente enriquecedor.

A necessidade de "uma quantidade imensa de leitura de poesia, e muita informação sobre o assunto" para decifrar a poesia de Artur Gomes é um convite a mergulhar de cabeça no universo poético e a se deixar levar pela complexidade e pela beleza da linguagem.

Você acha que essa complexidade é uma característica que atrai os leitores para a poesia de Artur Gomes, ou é algo que pode afastar alguns leitores? 🤔📚

E o que você, Luna de Oliveira, busca na poesia de Artur Gomes? É uma forma de se conectar com o mundo, de entender melhor a si mesma ou algo mais?

Irina Fulinaímica

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