segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Geleia Geral - Revirando A Tropicália

 






Geleia Geral - Revirando A Tropicália

 

Dia 30 setembro - 19h

Santa Paciência - Casa Criativa - Rua Barão de Miracema, 81 - Campos ex-dos Goytacazes-RJ

 

Abertura – Artur Gomes - lançamento do livro Pátria A(r)mada – 2ª edição revista e ampliada – Desconcertos Editora – 2022

 

CONVERGÊNCIAS – A Poesia Visual de Tchello d´Barros



Fome: vídeo com fragmento da terceira edição: poesia: Artur Gomes - produção e edição do vídeo: Letícia Rocha

https://www.youtube.com/watch?v=CaLb1zS86zg

 

Fulinaíma Magnética – Marcella Roza + Marcelo da Rosa + Melissa Mell + Serginho do Cavaco

 

Roda de Conversa – por onde andará Macunaíma? Com Genilson Paes Soares + Mário Sérgio Cardoso + Teresa Peixoto de Faria

 

Roda de Poesia – com Adriano Moura + Aimeè Cisneiro + Christina Cruz + Joilson Bessa + Winston Churchill Rangel

 

Performance – Geni e o Zepelin e Cálice – homenagem a Chico Buarque – com o músico Pablo Vinícius e o ator Mario Guerra – preparação de ator Rodri Mendes – encenação: Fernando Rossi



Leia toda programação no blog

www.centrodeartefulinaima.blogspot.com

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Manifesto de 2022 - Tchello d´Barros

BRASILÍADA MANIFESTADA: ODE À TERRA PAPAGALLI

Manifesto de 2022 | Tchello d’Barros

 Brasilianíssimas


Minha terra é brasilíada, brasidílica, brasilinda!

Aqui tudo que se planta dá e recebe, para além do pau-brasil, terra de flora melíflua, flores ebúrneas, pétala ebóreas, inflorescências arborescentes. Olores de eflúvios oníricos e semeadura de revolução que germina em conquistas do povo, da pólis, de todos.

Aqui a esperança está na brisa, em flagrante fragrância que poliniza, poesia que prolifera, alma que poliflora.

A força dos afluentes do Rio Amazonas tange o sangue debaixo da derme, o cume do Monte Roraima tange a tessitura de nossa pela: os cimos da Serra do Rio do Rastro plasmam nosso corpo que dança e luta: terra que evoca conquistas por liberdade, lutadas com braço forte e justiça social como norte.

 

Entre Pasárgada e Ilha de Utopia

Uma criança desenha na areia da praia de Itamaracá a palavra amor.

As sombras das casas nos povoados e vilas de nosso Brasil profundo, crescem no poente, formando palavras como: recanto, idílio e paraíso. Óbidos, Blumenau e Olinda.

Trem, nem sempre tem, mas sempre tem quem te quer bem!

A descoberta desse Brasil é diária. A conquista, também.

É aqui que o Sol nascente encontra primeiro a América menos americana das Américas.

Aqui tem pau-brasil, pau brasino de brasido e brazedo: brasilivre de orlas paradisíacas, areias que guardam pegadas de tupinambás e matas que viram jornadas mundurukus.

Nossos rios são ruas de ontens e amanhãs: fluem no dia de hoje em nossa parcela planetária.

Terra de ritos: desde Cruzes redentoras, de Terreiros libertários e Torés transcendentes.

Essa terra tem dono sim senhor: aqui tem perímetros e pontos cardeais, mas as fronteiras são de abraços, brindes e sorrisos.

 

Brasilíada, daqui e de lá: do Arroio do Chuí, no Sul, ao Monte Caburaí no Norte; da Nascente do Rio Moa, no Oeste, à Ponta do Seixas, no Nordeste. Aqui a bússola da liberdade se desenha no ir e vir da rosa dos ventos elíseos.

Territórios de florestas e floreiras, matas e clareiras, ilhas de praia, areia e onda: tem surf na pororoca e mergulho no Pantanal. Escalada no Monte Roraima e neve em Brunópolis. Desde navegações pelo Rio Madeira a jornadas pelos Caminhos do Peaberú. 

 

Gente que mudou seu lugar e povo que muda seu mundo

Somos de Pindorama. Somos de Abya Yala. Somos brasilianos.

Nossa esperança vibra à flor da pele e nossa pele é tanta, de tinta retinta, preta, parda, morena, indígena, branca, de todos os tons: nossa mistura tem matizes e matrizes misturadas.

Nossa genética plural, cromossômica e helicoidal, constroem em uníssono um vocábulo: equidade na alteridade e diversidade na democracia.

Na orla de Coruripe, o caiçara e o gringo singram na mesma jangada. Em Floripa, o nativo e o universal bebem juntos a cachacinha de alambique em cumbuca de argila. No Cerrado, o mestiço e o cosmopolita lançam a mesma rede no Lago Paranoá.

Nossa lei se chama Paz.

Nossa bandeira se chama Amor.

Nosso hino é alento e acalanto.

Nosso corpo tem cicatrizes mas nossa alma é de festa.

Aqui é tacape na opressão, borduna no autoritarismo e zarabatana no fascismo.

Em nosso território, fazemos contas miçangas: eu + tu = nós. Nós + eles = aldeia local-global. Aqui a soma é sempre: sempre cabe mais um. Nossa equação, mais que dividir o bolo-de-rolo, multiplica o vinho, o café e o tacacá.

A coragem, rebeldia e luta por liberdade desde Zumbi, Calabar, Tiaraju, Anita Garibaldi, Prestes, Mariguella e Niemayer ainda reverberam em todos nós, por todos nós!

Aos forasteiros imantados pela magia daqui, nosso grito primal: bem-vindos!

 

Pluralidades da arte

Aqui, memória, tradição e folclore são arte vivaz na contemporaneidade.

No gesto espontâneo do poeta de Cordel, as entrelinhas de um tratado filosófico. No movimento circular da dançarina de Lundu, a lição do sentido da vida. No semblante do rosto do brincante de Boi Bumbá, a ideologia que contagia com magia.

A norma culta e a fala dita erudita, brindam abraçadas com os sotaques diversos e os falares populares dessa gente que tem o que dizer e sabe o que quer.

Toda filosofia estética cabe no olho que hoje sorriu ao avistar uma canoa no Rio Acre. Toda teoria poética cabe na voz do gaudério que entoa uma milonga na invernada. Toda ode antropológica cabe na dança do Xokleng que invoca seus ancestrais.

A arte visual pulsa em batimentos inefáveis: seja na ruptura disruptiva das cores de um cocar em Parintins, seja nas nuances frias de uma rede tecida manualmente em Fortaleza, ou ainda nas tonalidades quentes do bordado em um vestido da Oktoberfest.

Além da linda lenda: somos imersos em lendas regionais, contos curtos e causos tantos.

Yes, nós temos Carnaval. Aqui carnavalizamos a vida, invertemos os poderes instituídos e trocamos os papeis sociais. Sempre com ginga no pé, com ritmo na bateria e muita arte na fantasia.

 

Um espinho e muitas pétalas

Nesse lugar em que o Atlântico nos encontra, em que os ventos andinos nos alcançam, somos a herança das revoluções da América do Sol, do céu mais azul. Somos entretecidos em revoluções que formam e transformam.

Seguimos antropofágicos-antropomágicos. Aqui, ainda devora-se Sardinha, ao digerirmos sabores da terra e deglutirmos saberes do mundo. Sim: ainda bebemos cauim. Degusta-se axé de fala, graspa, garapa e chimarrão.

Nossa fé mais profunda, oblitera as sanhas oligarcas, exalta o sonho dos ribeirinhos. Antigos impérios patriarcais, clãs opressores e dinastias totalitárias aqui deram lugar a solidariedades comunitárias, canções conjuntas e partilhas do pão entre iguais.

Aqui, na vida ainda há desideratos: há sonho que desenha-se nas redes do pescador, há desejo no rasto da canoa, há mistério no tapete de estrelinhas alvacentas que o luar tece sobre a foz do Velho Chico.

Aqui o capitalismo foi devorado e regurgitado como pacto social.

Fora fardas! Fora fardos! Fora feudos! Fora fraturas de futuros!

Adeus tropas, patrulhas e pelotões! Bem-vindos saraus, tertúlias e folguedos!

 

No lado certo da história

Em nosso brasão brasiliaco, cabem o verde-amarelo, tanto quanto o vermelhusco coruscante, rubro pau-brasil, encarnado Brasil. É também, o fim do arco-íris. 

Aqui a (r)evolução já aconteceu. E, contamina, penetra, expande, pois a senha de nossa cidadania chama-se: afetividade!

A elite não é eleita: a política poética à ética pacífica, da verve artística ao idílio utópico.

O vizinho nos fortalece pois nossa rua é uma pequena pátria. Quem nos visita, em lume sublime ilumina-se.

Nosso estar no mundo contagia, sutilmente poliniza outras pólis, outros povos, país adentro, Brasil afora.


Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

22 – 99815-1268 - whatsapp

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Sagaranagens Fulinaímicas 2

  

Sagaranagens Fulinaímicas 2

 

Itabapoana pedra pássaro

não é mais a pedra que corre na água do rio

como borboleta já fez sua metamorfose

e ocupa outro espaço no futuro

 

não sei se Bom Jesus nem sei se São Francisco

me arrisco dizer que

grande é o serTão veredas

na terceira margem do rio

quando pesco um peixe sagarânico

que não vale nada nesse mercado de consumo

 

concreto é o abstrato da metáfora

que o professor de Market

nos deu ontem na primeira aula

para que que tentássemos decifrar

nossos caminhos

na nuvem de fumaça que disfarça

a tempestade em nossos dias ?

 

Artur Gomes – 09/08/2022

leia mais no blog https://porradalirica.blogspot.com/



sagaraNAgens fulinaímicas

 

guima

meu mestre

guima

em mil perdões eu vos peço

por esta obra encarnada

na carne cabra da peste

da Hygia Ferreira bem casta

aqui nas bandas do leste

a fome de carne é madrasta

 

ave palavra profana

cabala que vos fazia

veredas em mais Sagaranas

a Morte em Vidas/Severinas

tal qual antropofagia

teu grande Sertão vou cumer

 

nem João Cabral Severino

nem Virgulino de matraca

nem meu padrinho de pia

me ensinou usar faca

ou da palavra o fazer

 

a ferramenta que afino

roubei do mestre Drummundo

que o diabo GiraMundo

é o Narciso do meu Ser

 

Artur Gomes

do livro Juras Secretas

Editora Penalux – 2018

leia mais no blog

https://secretasjuras.blogspot.com/





todo dia que não amanhece

anoitece

quem nunca leu sagaranagens

não pode dizer que me conhece 


 

Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

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www.centrodeartefulinaima.blogspot.com

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Geleia Geral - Revirando A Tropicália - Vamos Devorar 22

 



Geleia Geral – Revirando A Tropicália

Semana de 22 – 100 Anos Depois

Segunda Edição

Dia 22 julho - 2022 – 19h

Santa Paciência – Casa Criativa

Rua Barão de Miracema, 81 – Campos dos Goytacazes-RJ


Programação

Geleia Geral Performance - Alunos da Oficina de Teatro Adulto do Estúdio Gente é pra Brilhar e não pra Morrer de Fome.

Direção: Frenando Rossi e Rodri Mendes


Mesa de Bate Papo

Carnaval e Antropofagia –

Com Marcelo Sampaio - "Não fomos catequizados, fizemos foi Carnaval! Fazemos ainda? Em Campos não".

 + Teresa  Peixoto  Faria  – Carnaval Festa da Carne


Música

Marcella Roza - violão e voz 

Luiz Marcel0 da Roza -teclado e trombone -   com repertório musical  selecionado especialmente  para esta edição 



Roda de Poesia

Com - Artur Gomes

+ Cristina Cruz

+ Joilson Bessa

 

Leia mais Gelia Geral no Portal Viu  www.portalviu.com.br




Fulinaíma MultiProjetos

concepção: Artur Gomes

www.fulinaimagens.blogspot.com

 design gráfico: Tchello d´Barros

fulinaíma@gmail.com

22 99815-1268 – whatsapp

www.centrodeartefulinaima.blogspot.com

Nação Goytacá

www.fulinaimargens.blogspot.com

Por Onde Andará Macunaíma

www.coletivmacunaimadecultura.blogspot.com 


quinta-feira, 14 de julho de 2022

Geleia Geral - Revirando A Tropicália - segunda edição

 

foto: Welliton Rangel 



Geleia Geral – Revirando A Tropicália

Semana de 22 – 100 Anos Depois

Segunda Edição

Dia 22 julho - 2022 – 19h

Santa Paciência – Casa Criativa

Rua Barão de Miracema, 81 – Campos dos Goytacazes-RJ

 

Programação

Geleia Geral Performance - Alunos da Oficina de Teatro Adulto do Estúdio Gente é pra Brilhar e não pra Morrer de Fome.

Direção: Frenando Rossi e Rodri Mendes

 

Mesa de Bate Papo

Carnaval e Antropofagia –

Com Marcelo Sampaio - "Não fomos catequizados, fizemos foi Carnaval! Fazemos ainda? Em Campos não".

 + Teresa  Peixoto  Faria  – Carnaval Festa da Carne


Música

Marcella Roza - violão e voz 

Luiz Marcel0 da Roza -teclado e trombone -   com repertório musical  selecionado especialmente  para esta edição 

 

Roda de Poesia

Com - Artur Gomes

+ Cristina Cruz

+ Joilson Bessa


Leia mais em www.portalviu.com.br


A lua no cinema

 

A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

 

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

 

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

 

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

 

A Vida é as vacas

Que você coloca no rio

Para atrair as piranhas

Enquanto a  boiada passa

 

                      Paulo Leminski


foto: Welliton Rangel 
Entre os lençóis

 

o outubro 
me deixou no tudo nada 
a luz branca sem sono
em nossos corpos de abandono

ela arquitetava uma nesga
entre as frestas da janela
luz do luar nos olhos dela
girassóis em desmantelos
por entre poros entre pelos
minhas unhas tuas costas 
Amsterdã nos teus cabelos 

o que Van Gog me trazia
era branca noite de outono
que amanheceu sem ver o dia 
nossos corpos estavam tomados
por vinho tinto e poesia

 

Artur Gomes

O Poeta Enquanto Coisa

Editora Penalux – 2020




Fulinaíma Multi Projetos

fulinaima@gmail.com

22 99815-1268 - whatsapp

Ainda Estamos Aqui

poema a(r)mado   todo os dias capino a esperança escavando outras palavras no chão desse quintal   e quando escrevo com enxada              ...