axioma para final de século
p/Carlos Careqa & Hélio Letes
a diferença
entre o legume
e o vegetal
VER/dura
Mineral
nas minas do quintal
fruto menstrual
no ancestral pomar
das coxas
Artur Gomes
BraziLírica Pereira : A Traição das
Metáforas
leia mais no blog
https://fulinaimargem.blogspot.com/
*
O texto que você compartilhou parece ser
uma referência ao livro "Brazilírica Pereira: A Traição
das Metáforas" de Artur Gomes, que você ilustrou com a imagem
da capa.
Aqui estão algumas observações sobre o
texto:
- Axioma para final de século: O texto
começa com um "axioma", uma espécie de declaração ou
princípio, direcionado a Carlos Careqa & Hélio Letes. Isso sugere uma
conexão com um movimento ou grupo artístico/literário.
- Exploração de metáforas: A frase "a
diferença entre o legume e o vegetal" pode ser uma metáfora para
explorar as nuances da linguagem e da realidade. A oposição entre "legume"
e "vegetal" pode simbolizar a busca por significados
profundos.
- Imagens poéticas: Frases como "VER/dura
Mineral nas minas do quintal" e "fruto menstrual no ancestral pomar
das coxas" são exemplos de imagens poéticas densas e simbólicas, que
evocam sensações e ideias complexas.
- Referência ao blog: O link para o blog
"fulinaimargem.blogspot.com" sugere que você pode encontrar mais
informações ou análises sobre o livro e o autor nesse espaço.
Você está interessado em explorar mais a
obra de Artur Gomes ou em analisar as metáforas e simbolismos presentes
no texto?
E o que você achou da linguagem e do
estilo do texto? É uma experiência de leitura desafiadora ou inspiradora?
Irina Fulinaímica
*
fale um pouco mais sobre o poema de Artur Gomes acima
Luna de Oliveira
*
Ah,
o poema de Artur Gomes é uma verdadeira explosão de imagens e metáforas!
Aqui
estão alguns pontos interessantes:
-
Linguagem densa e simbólica: O poema é caracterizado por uma linguagem densa e
simbólica, com expressões como "VER/dura Mineral nas minas do
quintal" e "fruto menstrual no ancestral pomar das
coxas". Isso cria uma atmosfera de mistério e profundidade.
Exploração da natureza e do corpo: O poema
parece explorar a relação entre a natureza e o corpo humano, com imagens que
misturam elementos naturais (minas, quintal, pomar) com referências ao corpo
(coxas, fruto menstrual).
Busca
por significados: A frase "a diferença entre o legume e o
vegetal" pode ser interpretada como uma busca por significados
profundos e sutis, uma exploração das nuances da linguagem e da realidade.
Tom
poético e filosófico: O poema tem um tom poético e filosófico, como se o autor
estivesse refletindo sobre a natureza da existência e da linguagem.
Você acha que o poema está
falando sobre a busca por identidade e autoconhecimento, ou é mais uma reflexão
sobre a relação entre a linguagem e a realidade?
E o uso de imagens e
metáforas no poema é uma característica da poesia de Artur Gomes, ou é
algo mais específico desse texto?
Irina Fulinaímica
*
Veja como a poética dele é complexa e nos leva, a recorrer, da ajuda de quem conhece, mais dele, porque sozinha, não consigo decifrar tudo com clareza necessária. E ele faz essa provocação proposital, para que o leitor se dane em tentar explicar.
Luna de Oliveira
*
Entendi melhor agora, Luna de Oliveira!
Sim, a poética de Artur Gomes é mesmo complexa e
desafiadora! Ele parece gostar de criar jogos de palavras e metáforas que
exigem do leitor uma interpretação mais profunda e pessoal.
A ideia de que ele faz essa provocação propositalmente para
que o leitor se dane em tentar explicar é muito interessante! Isso pode ser uma
forma de envolver o leitor na criação do significado do poema, tornando a
experiência de leitura mais ativa e pessoal.
O poema "Poema15" que você compartilhou é um
exemplo disso, com sua linguagem rica em imagens e metáforas que associam o
corpo a um "pomar metáfora" e a um "jardim do
éden". A combinação de frutas e elementos naturais com a descrição do
corpo humano cria uma atmosfera sensual e simbólica.
Você gostaria de tentar decifrar algum verso específico do
poema? Ou prefere apenas apreciar a complexidade e a beleza da linguagem de Artur
Gomes?
E o que você acha que o poeta quis dizer com "o poeta
enquanto coisa"? É uma reflexão sobre a própria natureza da poesia ou
algo mais profundo?
Irina
Fulinaímica
*
Entendi melhor agora, Luna de Oliveira!
Sim, a poética de Artur Gomes é mesmo complexa e
desafiadora! Ele parece gostar de criar jogos de palavras e metáforas que
exigem do leitor uma interpretação mais profunda e pessoal.
A ideia de que ele faz essa provocação propositalmente para
que o leitor se dane em tentar explicar é muito interessante! Isso pode ser uma
forma de envolver o leitor na criação do significado do poema, tornando a
experiência de leitura mais ativa e pessoal.
O poema "Poema15" que você compartilhou é um
exemplo disso, com sua linguagem rica em imagens e metáforas que associam o
corpo a um "pomar metáfora" e a um "jardim do
éden". A combinação de frutas e elementos naturais com a descrição do
corpo humano cria uma atmosfera sensual e simbólica.
Você gostaria de tentar decifrar algum verso específico do
poema? Ou prefere apenas apreciar a complexidade e a beleza da linguagem de Artur
Gomes?
E o que você acha que o poeta quis dizer com "o poeta
enquanto coisa"? É uma reflexão sobre a própria natureza da poesia ou
algo mais profundo?
Irina
Fulinaímica
*
Se puder
me fale um pouco sobre o livro O Poeta
Enquanto Coisa. Igor Fagundes, doutor em letras pela Universidade Federal
do Rio de Janeiro, no prefácio escreveu isso sobre o livro:
“Depois
das excitadas e excitantes Juras secretas, de 2018, o poeta e
artista multimídia Artur Gomes volta a tornar pública sua jura de amor e
fidelidade ao arcaico deus Dionísio em O poeta enquanto coisa, de
2019, incorporando as ébrias forças de Baco sob novos goles e ritos, tão
poéticos quanto políticos, numa contemporaneidade que avança em lama e vertigem
e, assim, exige a potência do mítico da palavra corpórea e originária.
Comparece ao ethos deste livro a mesma
embriaguez fulinaímica de sempre: a que toma, mediante
o delírio atento frente aos passos obtusos do ser e estar das gentes, cada
palavra como taça, vinho tinto e uma tinta capaz de, em contrapartida, rogar
lúcida a passagem dilacerada do humano pelas páginas turvas do mundo. Que, em
prefácio, ressoe agora-aqui a face mesma de assonâncias de Artur.
Que em pré-faces (a da melopeia, a
da fanopeia, a da logopeia) o
poeta se apresente, por assim dizer, multifacetado, contaminando-nos com os
tempos de seu ritmo venéreo. Que se capte, enfim, o próprio escape das imagens
ímpares e afiadas pelo gume de Gomes, repetindo-se
– com outros nomes e aliterações – seus deleitosos jogos de palavras em nossa
fome de análise e anúncio: incorporemos, nessa prosa de abertura, a música de
seus trocadilhos, a curvatura das paranomásias no retilíneo
das linhas do livro: a que verte vulva em verso, Afrodite em afro-ditos de
orixás em orgias com Ártemis e Hermes.”
Luna De
Oliveira
*
Que
prefácio incrível! Igor Fagundes
faz uma análise profunda e poética do livro "O Poeta Enquanto
Coisa" de Artur Gomes, destacando a conexão do poeta com o
arcaico deus Dionísio e a potência da palavra corpórea e originária.
Aqui
estão alguns pontos interessantes do prefácio:
- A
embriaguez fulinaímica: Igor Fagundes destaca a embriaguez poética de Artur
Gomes, que toma cada palavra como uma taça de vinho, capaz de rogar a
passagem dilacerada do humano pelas páginas turvas do mundo.
- A
potência do mítico: O prefácio destaca a potência do mítico na poesia de Artur
Gomes, que mistura elementos da mitologia grega (Dionísio, Baco, Afrodite,
Ártemis, Hermes) com a linguagem poética e política.
- A
linguagem como jogo: Igor Fagundes destaca a habilidade de Artur
Gomes em criar jogos de palavras e trocadilhos, que são ao mesmo tempo
lúdicos e profundos.
- A
apresentação multifacetada do poeta: O prefácio destaca a apresentação
multifacetada do poeta, que se apresenta em diferentes facetas (melopeia,
fanopeia, logopeia) e contamina o leitor com seu ritmo venéreo.
Você acha
que o prefácio de Igor Fagundes ajuda a entender melhor a poesia de Artur
Gomes, ou é mais uma camada de complexidade adicionada ao livro?
E o que
você achou da linguagem e do estilo do prefácio? É uma forma de escrita que
você gosta?
Irina
Fulinaímica
*
Luna de
Oliveira
*
Entendi
melhor agora! Obrigado pelas informações
adicionais sobre o livro "O Poeta Enquanto Coisa" de Artur
Gomes.
Sim, é
interessante saber que o livro é de 2020 e que a linguagem de Artur Gomes
sofreu um processo de transformação em metamorfoses constantes, como ele mesmo
disse. Isso explica a complexidade e a riqueza da linguagem usada no livro e no
prefácio de Igor Fagundes.
O blog
que você mencionou, https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/, pode ser
uma fonte valiosa para entender melhor a obra de Artur Gomes e o
contexto em que ela foi escrita.
E o poema
13 que você compartilhou é um exemplo disso, com sua linguagem poética e
simbólica, cheia de imagens e metáforas que desafiam a interpretação.
Você já
leu outros livros de Artur Gomes ou é a primeira vez que está explorando
sua obra?
E o que
você achou da linguagem do poema 13? Você consegue identificar algumas das
metamorfoses mencionadas por Artur Gomes na linguagem do poema?
Irina
Fulinaímica
*
Hilda a musa
do poema é esta menina que está na fotografia com ele, mas bem que o poema
poderia estar falando da poeta Hilda Hilst também.
Luna de
Oliveira
*
Entendo
que você está fazendo uma análise literária do Poema 13, relacionando-o com a
figura de Hilda Hilst e também com a menina na fotografia.
O poema tem uma linguagem simbólica e metafórica, típica da poesia, que sugere
várias interpretações. A menção a "Hilda" pode ser uma
referência à poeta brasileira Hilda Hilst, conhecida por sua obra que
explora temas existenciais e poéticos, ou pode ser uma referência à figura na
fotografia, dependendo da intenção do autor.
Se você
quiser explorar mais a análise do poema, poderia especificar o que exatamente
deseja entender ou discutir sobre o Poema 13? Por exemplo:
1. Você
quer saber mais sobre a obra de Hilda Hilst e como ela se relaciona com
o poema?
2. Ou
deseja aprofundar a interpretação dos símbolos e metáforas presentes no poema?
3. Ou
talvez quer comparar o estilo do Poema 13 com outros poemas do mesmo livro?
Qual é o
foco da sua análise ou o que você gostaria de descobrir sobre esse poema?
Irina
Fulinaímica
*
Me fale
um pouco mais sobre o poema, que me
deixou desconcertada
Luna de
Oliveira
*
O Poema
13 tem uma linguagem poética densa e
simbólica, com várias imagens e metáforas que sugerem múltiplas interpretações.
Vamos destrinchar alguns elementos mencionados no poema:
1. "arranco
mais uma pérola no ventre da de hilda triste": Essa linha sugere uma
busca por algo precioso (a pérola) dentro de uma figura associada a Hilda,
que é descrita como "triste". Pode indicar uma exploração da
dor ou da melancolia na obra ou personalidade de Hilda.
2. "a
menina que matou o tempo": Essa expressão pode simbolizar uma figura
jovem que transcende o tempo ou que afeta profundamente a percepção do tempo,
talvez indicando uma influência significativa ou uma experiência marcante.
3. "o
vento também comia na lâmina do catavento": Aqui há uma personificação
do vento, sugerindo movimento e energia. O "catavento"
(catavento é um objeto que gira com o vento) pode simbolizar mudança ou
transformação.
4. "pra
espantar a maresia nas ruínas de santa teresa": A "maresia"
refere-se ao cheiro do mar, mas também pode simbolizar nostalgia ou memória. "Ruínas
de santa teresa" sugere um lugar de beleza ou significado passado,
agora em decadência.
5. "era
domingo de poesia bateu uma pedra no rock e nos levou na ventania": Essa
linha mistura elementos de cotidiano ("domingo") com eventos
disruptivos ("pedra no rock"), sugerindo uma ruptura ou
inspiração súbita na criação poética, levando os envolvidos a uma experiência
intensa ("ventania").
A figura
de Hilda, como você mencionou, pode ser uma referência à poeta Hilda
Hilst, cuja obra é conhecida por explorar profundidades existenciais e
emocionais, ou pode ser uma referência à menina na fotografia, dependendo do
contexto que você está analisando.
Você quer
aprofundar a análise em algum aspecto específico do poema ou quer saber mais
sobre a poeta Hilda Hilst e sua relação com esse tipo de poesia?
Irina
Fulinaímica
*
A poesia de Artur Gomes, é fellínica, podemos assim bem dizer. Nos leva viajar no seu imaginário, como bem disse Dalila Teles Veras: “máquina de moer coisas, pessoas, afetos”. É uma poesia desconcertante, no sentido de deixar o leitor em estado de inquietação tentando decifrar o que foi escrito. E para isso é necessário uma quantidade imensa de leitura de poesia, e muita informação sobre o assunto
Luna de
Oliveira
*
A
descrição da poesia de Artur Gomes como "fellínica" é
muito apropriada! A referência a Fellini,
com sua capacidade de criar mundos oníricos e surrealistas, encaixa bem com a
ideia de que a poesia de Artur Gomes nos leva a viajar pelo seu
imaginário.
A citação
de Dalila Teles Veras sobre a poesia de Artur Gomes como uma "máquina
de moer coisas, pessoas, afetos" é uma imagem poderosa! Sugere uma
poesia que processa e transforma tudo em algo novo, talvez desconstruindo e
reconstruindo realidades e emoções.
E você
está absolutamente certa sobre a natureza desconcertante da poesia de Artur
Gomes. Ela exige do leitor uma participação ativa, uma disposição para se
perder e se encontrar nas entrelinhas, nos símbolos e nas metáforas. Isso pode
ser desafiador, mas também incrivelmente enriquecedor.
A
necessidade de "uma quantidade imensa de leitura de poesia, e muita
informação sobre o assunto" para decifrar a poesia de Artur Gomes
é um convite a mergulhar de cabeça no universo poético e a se deixar levar pela
complexidade e pela beleza da linguagem.
Você acha
que essa complexidade é uma característica que atrai os leitores para a poesia
de Artur Gomes, ou é algo que pode afastar alguns leitores? 🤔📚
E o que
você, Luna de Oliveira, busca na poesia de Artur Gomes? É uma
forma de se conectar com o mundo, de entender melhor a si mesma ou algo mais?
Irina
Fulinaímica
*












